Onda 3 do Giro: a Decisão de Saída

IntelBuzz · Buzz Giro · Plano da onda 3 · v1 · 16/08/2026 · régua das fases mornas, padrão de temperatura e organograma do agente

O que a onda 3 resolve em uma frase: hoje o card não sai do funil, ele apodrece dentro dele. São 1.774 leads abertos nas quatro fases de meio de funil, 83% fora do prazo do próprio estado, segurando R$ 2,14 bilhões de interesse declarado. A onda 3 dá a cada um desses cards um destino com data ou um motivo de saída, sem que o agente descarte nada.

1 · O que mudou desde o plano original

No roadmap escrito em 16/08 a onda 3 era "régua de Em contato, Quente, Morno e Frio, mais poder de descarte e baldes". O poder de descarte caiu na mesma data, quando o COO revisou o quadro de poderes: o agente flaga, não descarta, e não move fase.

Isso não esvazia a onda 3, muda o produto dela. Sem descarte automático, a onda 3 deixa de ser uma máquina que limpa funil e passa a ser uma máquina que prepara decisão. O gargalo vira a capacidade humana de decidir, e é por isso que o KPI fila de decisão nasceu junto com a trava.

Consequência prática: tudo que a onda 3 produz precisa chegar no humano já decidido pela metade. Balde pronto, motivo sugerido, um clique. Se chegar como lista crua, o mutirão morre igual morreu antes.

2 · O terreno da onda 3

Leads de venda das 5 fontes do território, criados em 2026, foto de 16/08. As quatro fases de meio de funil são o campo de batalha desta onda.

1.774
cards abertos nas 4 fases
83% fora do prazo
R$ 2,14 bi
interesse declarado parado
239 acima de R$ 2 milhões
1.283
dormentes (30 dias sem registro)
72% do total
651
cards sem temperatura nenhuma
R$ 754,5 milhões sem nota
FaseAbertosFora do prazoMediana na faseAcima de 90dDormentesR$ milhõesConversão
Em contato (Quente)444019 dias0771,27,9%
Em contato (morno)40332087 dias114279603,12,1%
Em contato sem temperatura683631107 dias402512781,41,7%
Em contato (frio)64448588 dias295485680,40,6%
Total1.7741.4768111.2832.136,1

Conversão é medida sobre quem já passou pela fase alguma vez na vida do card, não sobre quem está nela hoje. É a leitura correta: a fase é passagem, não fotografia. "Mediana na fase" é tempo dentro da fase atual, não desde a última atividade.

3 · Cinco achados que a medição trouxe

Achado 1

A escada de temperatura existe de verdade

Era a primeira pergunta a responder: a fase é sinal vivo ou carimbo morto? Se ninguém mexe na fase, uma régua por fase cobra um campo que a operação não usa. A fase é usada. 68% dos cards mudam de fase duas vezes ou mais na vida, e as transições seguem a escada esperada: Quente para Morno 367 vezes, Morno para Frio 284 vezes, Em contato para Frio 217 vezes.

Tem base para construir. Se a resposta tivesse sido a oposta, a onda 3 seria outro projeto: primeiro criar o hábito, depois a régua.

Achado 2

A temperatura prediz conversão, e por uma margem enorme

Dos cards que passaram por Quente, 7,9% viraram Ganho. Morno 2,1%, Em contato 1,7%, Frio 0,6%. Um lead quente vale 13 vezes um lead frio.

Essa é a justificativa econômica da régua inteira: ela diz onde gastar o teto de 3 mensagens por dia. Hoje o agente trataria igual um card de 7,9% e um de 0,6%, e é por isso que a cobrança genérica vira ruído.

Achado 3 · o buraco principal

95% de quem está em "Em contato" nunca recebeu temperatura

São 651 dos 683 cards, com R$ 754,5 milhões de interesse declarado e mediana de 107 dias parados na mesma fase. O corretor falou com o cliente, moveu o card para "Em contato" e nunca disse se aquilo é quente, morno ou frio.

Não existe régua por temperatura sem temperatura. Esse é o motivo pelo qual a onda 3 não pode começar pela régua: ela começaria cobrando prazo de uma classificação que não existe em 95% dos casos.

Achado 4 · o que quase estragou o desenho

Cada equipe usa a temperatura de um jeito diferente

EquipeCards nas 4 fasesQuentesFriosSem temperaturaPadrão de uso
André42319124101usa a escada inteira, o único com volume real de quente
Letícia3573154181metade sem nota, metade no frio
Caco327714590classifica, mas puxa para baixo
Clóvis23953018678% sem temperatura, praticamente não classifica
Pedro20221093854% no frio contra 1% de quente
Moisés19556182misto
sem equipe302215órfãos, ação do Yuri

E o número que fecha o diagnóstico: 58 dos 83 corretores ativos (70%) não têm nenhum lead marcado como quente.

O risco que isso cria, e que precisa entrar no desenho antes do código: se a régua ligar como está, ela cobra mais a equipe do André, que classifica honestamente, e passa a mão na do Clóvis, que não classifica. A régua puniria quem usa o CRM direito. Em duas semanas o time aprende a lição errada e para de marcar quente. Aí o agente destrói o único sinal preditivo que a operação tem.
Achado 5

Frio é cemitério, e ressuscitar não paga

872 cards passaram pelo frio, 5 viraram Ganho (0,6%). Dos que foram resgatados do frio para cima, 88 no total, apenas 2 viraram Ganho. E só 31% dos cards que entram no frio saem dele algum dia: os outros ficam.

Conclusão de desenho: frio não merece cadência, merece decisão. Gastar mensagem de cobrança em 644 cards frios é queimar o teto de ruído da equipe inteira para perseguir 0,6% de retorno. O frio é o território do balde e do flag de régua esgotada, não da régua de contato.

4 · O entregável central: o padrão de temperatura

Antes de qualquer linha de código, a onda 3 precisa de uma definição que hoje não existe escrita. Sem ela, "quente" quer dizer seis coisas diferentes em seis equipes, e o dado não é comparável nem para a régua nem para o placar.

Proposta abaixo, para o Leandro escrever em definitivo, o Yuri validar com os 6 gerentes e o COO homologar. O critério é objetivo de propósito: precisa ser verificável por auditoria, não por opinião.

FaseDefinição objetivaProva que a sustentaRégua
Em contato
passagem
Falou com o cliente e ainda não classificou. Não é destino, é sala de espera.registro de contato com resposta48 horas
Quente
prioridade
Falou, o perfil está fechado (o que procura e quanto pode pagar) e existe próximo passo com data marcada: visita, proposta ou retorno agendadotarefa com data no card2 dias
Morno
nutrição
Falou e conhece o perfil, mas não tem próximo passo marcado. Precisa de nova conversa para virar quenteperfil preenchido15 dias
Frio
decisão
O cliente declarou prazo longo (acima de 6 meses), ou já falou e não respondeu 3 tentativas seguidas. Exige motivo declarado.motivo obrigatório no card30 dias
A regra dura que resolve os 651: "Em contato" deixa de ser destino e vira passagem com prazo de 48 horas. Passou disso sem temperatura, o card é flagado. Não é cobrança de resultado, é cobrança de uma informação que custa 10 segundos e que vale 13 vezes na previsão de fechamento.

5 · As três travas contra o efeito colateral

O achado 4 mostrou que a régua ingênua estraga o sinal. Estas três travas entram no desenho junto com a régua, não depois.

Trava 1 · Marcar quente não pode doer

Quente não gera cobrança extra, gera prioridade: o card sobe na fila do corretor, ganha lugar garantido no brief do gerente e sai do teto de ruído (cobrança de quente não consome as 3 mensagens do dia).

Se marcar quente significar ser cobrado mais, ninguém marca quente. A régua de 2 dias existe para o card, não contra o corretor.

Trava 2 · Frio exige motivo, e concentração vira auditoria

Frio sem motivo declarado é flag para o gerente, nunca descarte. E equipe com mais de 40% dos cards no frio entra em auditoria por amostra do RevOps, porque frio virou esconderijo.

Hoje isso já aponta para uma equipe: Pedro, com 54% no frio contra 1% de quente. O resultado da auditoria é trilha de capacitação, não punição de card.

Trava 3 · Na largada, a falta de classificação é cobrada do gerente, não do corretor

Se o flag "sem temperatura" virar mensagem direta ao corretor no dia 1, são 651 mensagens caindo de uma vez. Repetiria exatamente o erro que a onda 0 já reprovou. Nas duas primeiras semanas o flag vai em lote para o gerente, agrupado por corretor, dentro do mutirão. Só depois que o estoque estiver limpo a régua de 48 horas passa a falar direto com o corretor, e apenas para card novo.

6 · A vazão cabe, e desta vez foi medida antes

Critério de volume: passa. Nos últimos 30 dias entraram 20,5 cards por dia nas quatro fases mornas (6,9 em contato, 3,7 quente, 4,5 morno, 5,4 frio). Isso toca uma mediana de 10 corretores por dia, e no pior dia da série, 21 corretores, ou 25% da equipe, contra o limite de 40% do placar do agente. A janela de 60 dias confirma: mesmo pior dia, mesmos 25%.

Vale a mesma lição que a onda 0 ensinou e que virou regra da casa: backlog não é vazão. Os 651 sem temperatura, os 644 frios e os 403 mornos são estoque parado, e estoque se resolve em mutirão, não em cobrança diária. A régua nasce valendo só para o que entrar da virada em diante.

7 · Organograma do Giro

O desenho tem duas leituras propositalmente diferentes: "quem cobra quem" e "o que o agente entrega para cada nível". Elas não são a mesma coisa, e confundir as duas é o que faz agente virar chefe.

O organograma do Giro está no app de organograma, onde dá para expandir ramo, ler as notas e evoluir o desenho.

Abrir o mapa da Onda 3

Mapa "Buzz Giro: Onda 3, Decisão de Saída", 90 nós. O ramo Quem faz o quê traz a camada humana inteira, e os outros 9 ramos detalham o que está escrito aqui.

As duas regras que o organograma existe para fixar

Leandro é staff, não é degrau

Ele produz o laudo. Quem usa o laudo para cobrar pessoa é a linha, Yuri e gerentes. Quem audita não cobra, quem cobra não audita o próprio resultado.

Um cobrador por pessoa

O corretor é cobrado pelo gerente. O Yuri desce direto no corretor apenas quando a falha é sistemática (três semanas no mesmo buraco), e sempre com o gerente na conversa. Se a cobrança que vale for a de cima, o gerente vira figurante.

E a regra que vale para a máquina: o Giro não aparece na linha de autoridade, de propósito. Ele não manda em ninguém e não é chefe de ninguém. É insumo em cada nível: tarefa com data para o corretor, brief das 8h45 para o gerente, placar dos 6 gerentes para o Yuri, laudo e rejeição de flag para o Leandro, placar e antimétricas para o COO. Quando ele erra, erra um insumo, não uma ordem.

8 · O plano de execução

Cinco passos em ordem obrigatória. Os dois primeiros não têm código nenhum, e é justamente por isso que costumam ser pulados.

Passo 1 · Escrever o padrão de temperatura

dono: Leandro · valida: Yuri com os 6 gerentes · homologa: COO · sem código

A tabela da seção 4 vira documento oficial, com exemplo real de card em cada uma das quatro fases. Trava dura: nenhuma linha de código da onda 3 é escrita antes disso. Sem definição comum, o agente automatiza seis critérios diferentes e o placar mente.

Passo 2 · Mutirão de classificação dos 651

dono: cada gerente com seu corretor · apoio: lista gerada pelo agente · sem código novo

Mesmo formato do Mutirão de Partida, que já provou funcionar: lista por equipe e corretor, ordenada por valor, link do Bitrix e a coluna "o que fazer" já preenchida. Aqui a decisão é uma só e é rápida: este card é quente, morno ou frio? Card sem resposta em 15 dias sobe para o Yuri como órfão de decisão.

Volume: 651 cards espalhados pelas 6 equipes. Na média são 8 cards por corretor, cerca de 15 minutos de conversa. R$ 754,5 milhões destravados em nota.

Passo 3 · Ligar a régua em sombra por uma semana

dono: máquina · aceite: Leandro · 1 semana

O motor giro_estado.py ganha as reguas por temperatura e roda calculando tudo sem enviar nada, igual à onda 0. O que se mede: quantas cobranças por dia, quantos corretores tocados, e principalmente quantos flags o gerente rejeitaria. Aceite: rejeição de flag abaixo de 5%.

Passo 4 · Abrir a voz, só para card novo

dono: máquina · acompanha: Yuri no placar diário

A régua passa a falar, valendo apenas para o que entrar da virada em diante. Backlog continua sendo assunto de mutirão. Quente entra na frente da fila e fora do teto de ruído, conforme a trava 1.

Passo 5 · Baldes do frio no Rito 5 e trilhas do RevOps

dono: Leandro (laudo e trilha) · decide: gerente no ritual

Os 644 frios chegam classificados em baldes por equipe, com motivo sugerido. O gerente decide ao vivo: sai com motivo declarado ou volta com próxima ação e data, sem terceira opção. Em paralelo, o padrão de falha que a sombra apontou (a equipe que não classifica, a que esconde no frio) vira trilha de capacitação nominal.

9 · Critério de aceite e antimétricas

NúmeroHojeMeta da onda 3Quem lê
Cards em "Em contato" sem temperatura651abaixo de 50gerente, no brief
Dormentes no território72%abaixo de 40%COO, na leitura de segunda
Rejeição de flaga medir na sombraabaixo de 5%Leandro
Fila de decisão (quantidade e idade)a medirnão crescer 2 semanas seguidas, idade abaixo de 15 diasYuri
Equipes com mais de 40% no frio1 (Pedro, 54%)0 sem auditoria feitaLeandro
Antimétrica da onda 3, e é a mais importante de todas: o número de cards marcados como quente por semana não pode cair depois que a régua ligar. Hoje são 3,7 por dia. Se esse número cair, não é o mercado que esfriou: é o corretor fugindo da classificação porque marcar quente passou a doer. Nesse caso a régua do quente é suspensa na hora, antes de a operação perder o único sinal que prevê fechamento com 13 vezes de vantagem.

A antimétrica geral do agente continua valendo: se as decisões sobem e a conversão por fonte não mexe em 60 dias, o funil está sendo limpado, não girado.

10 · O que a onda 3 não faz