IntelBuzz · Buzz Giro · Plano da onda 3 · v1 · 16/08/2026 · régua das fases mornas, padrão de temperatura e organograma do agente
No roadmap escrito em 16/08 a onda 3 era "régua de Em contato, Quente, Morno e Frio, mais poder de descarte e baldes". O poder de descarte caiu na mesma data, quando o COO revisou o quadro de poderes: o agente flaga, não descarta, e não move fase.
Isso não esvazia a onda 3, muda o produto dela. Sem descarte automático, a onda 3 deixa de ser uma máquina que limpa funil e passa a ser uma máquina que prepara decisão. O gargalo vira a capacidade humana de decidir, e é por isso que o KPI fila de decisão nasceu junto com a trava.
Consequência prática: tudo que a onda 3 produz precisa chegar no humano já decidido pela metade. Balde pronto, motivo sugerido, um clique. Se chegar como lista crua, o mutirão morre igual morreu antes.
Leads de venda das 5 fontes do território, criados em 2026, foto de 16/08. As quatro fases de meio de funil são o campo de batalha desta onda.
| Fase | Abertos | Fora do prazo | Mediana na fase | Acima de 90d | Dormentes | R$ milhões | Conversão |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Em contato (Quente) | 44 | 40 | 19 dias | 0 | 7 | 71,2 | 7,9% |
| Em contato (morno) | 403 | 320 | 87 dias | 114 | 279 | 603,1 | 2,1% |
| Em contato sem temperatura | 683 | 631 | 107 dias | 402 | 512 | 781,4 | 1,7% |
| Em contato (frio) | 644 | 485 | 88 dias | 295 | 485 | 680,4 | 0,6% |
| Total | 1.774 | 1.476 | 811 | 1.283 | 2.136,1 |
Conversão é medida sobre quem já passou pela fase alguma vez na vida do card, não sobre quem está nela hoje. É a leitura correta: a fase é passagem, não fotografia. "Mediana na fase" é tempo dentro da fase atual, não desde a última atividade.
Era a primeira pergunta a responder: a fase é sinal vivo ou carimbo morto? Se ninguém mexe na fase, uma régua por fase cobra um campo que a operação não usa. A fase é usada. 68% dos cards mudam de fase duas vezes ou mais na vida, e as transições seguem a escada esperada: Quente para Morno 367 vezes, Morno para Frio 284 vezes, Em contato para Frio 217 vezes.
Tem base para construir. Se a resposta tivesse sido a oposta, a onda 3 seria outro projeto: primeiro criar o hábito, depois a régua.
Dos cards que passaram por Quente, 7,9% viraram Ganho. Morno 2,1%, Em contato 1,7%, Frio 0,6%. Um lead quente vale 13 vezes um lead frio.
Essa é a justificativa econômica da régua inteira: ela diz onde gastar o teto de 3 mensagens por dia. Hoje o agente trataria igual um card de 7,9% e um de 0,6%, e é por isso que a cobrança genérica vira ruído.
São 651 dos 683 cards, com R$ 754,5 milhões de interesse declarado e mediana de 107 dias parados na mesma fase. O corretor falou com o cliente, moveu o card para "Em contato" e nunca disse se aquilo é quente, morno ou frio.
Não existe régua por temperatura sem temperatura. Esse é o motivo pelo qual a onda 3 não pode começar pela régua: ela começaria cobrando prazo de uma classificação que não existe em 95% dos casos.
| Equipe | Cards nas 4 fases | Quentes | Frios | Sem temperatura | Padrão de uso |
|---|---|---|---|---|---|
| André | 423 | 19 | 124 | 101 | usa a escada inteira, o único com volume real de quente |
| Letícia | 357 | 3 | 154 | 181 | metade sem nota, metade no frio |
| Caco | 327 | 7 | 145 | 90 | classifica, mas puxa para baixo |
| Clóvis | 239 | 5 | 30 | 186 | 78% sem temperatura, praticamente não classifica |
| Pedro | 202 | 2 | 109 | 38 | 54% no frio contra 1% de quente |
| Moisés | 195 | 5 | 61 | 82 | misto |
| sem equipe | 30 | 2 | 21 | 5 | órfãos, ação do Yuri |
E o número que fecha o diagnóstico: 58 dos 83 corretores ativos (70%) não têm nenhum lead marcado como quente.
872 cards passaram pelo frio, 5 viraram Ganho (0,6%). Dos que foram resgatados do frio para cima, 88 no total, apenas 2 viraram Ganho. E só 31% dos cards que entram no frio saem dele algum dia: os outros ficam.
Conclusão de desenho: frio não merece cadência, merece decisão. Gastar mensagem de cobrança em 644 cards frios é queimar o teto de ruído da equipe inteira para perseguir 0,6% de retorno. O frio é o território do balde e do flag de régua esgotada, não da régua de contato.
Antes de qualquer linha de código, a onda 3 precisa de uma definição que hoje não existe escrita. Sem ela, "quente" quer dizer seis coisas diferentes em seis equipes, e o dado não é comparável nem para a régua nem para o placar.
Proposta abaixo, para o Leandro escrever em definitivo, o Yuri validar com os 6 gerentes e o COO homologar. O critério é objetivo de propósito: precisa ser verificável por auditoria, não por opinião.
| Fase | Definição objetiva | Prova que a sustenta | Régua |
|---|---|---|---|
| Em contato passagem | Falou com o cliente e ainda não classificou. Não é destino, é sala de espera. | registro de contato com resposta | 48 horas |
| Quente prioridade | Falou, o perfil está fechado (o que procura e quanto pode pagar) e existe próximo passo com data marcada: visita, proposta ou retorno agendado | tarefa com data no card | 2 dias |
| Morno nutrição | Falou e conhece o perfil, mas não tem próximo passo marcado. Precisa de nova conversa para virar quente | perfil preenchido | 15 dias |
| Frio decisão | O cliente declarou prazo longo (acima de 6 meses), ou já falou e não respondeu 3 tentativas seguidas. Exige motivo declarado. | motivo obrigatório no card | 30 dias |
O achado 4 mostrou que a régua ingênua estraga o sinal. Estas três travas entram no desenho junto com a régua, não depois.
Quente não gera cobrança extra, gera prioridade: o card sobe na fila do corretor, ganha lugar garantido no brief do gerente e sai do teto de ruído (cobrança de quente não consome as 3 mensagens do dia).
Se marcar quente significar ser cobrado mais, ninguém marca quente. A régua de 2 dias existe para o card, não contra o corretor.
Frio sem motivo declarado é flag para o gerente, nunca descarte. E equipe com mais de 40% dos cards no frio entra em auditoria por amostra do RevOps, porque frio virou esconderijo.
Hoje isso já aponta para uma equipe: Pedro, com 54% no frio contra 1% de quente. O resultado da auditoria é trilha de capacitação, não punição de card.
Se o flag "sem temperatura" virar mensagem direta ao corretor no dia 1, são 651 mensagens caindo de uma vez. Repetiria exatamente o erro que a onda 0 já reprovou. Nas duas primeiras semanas o flag vai em lote para o gerente, agrupado por corretor, dentro do mutirão. Só depois que o estoque estiver limpo a régua de 48 horas passa a falar direto com o corretor, e apenas para card novo.
Vale a mesma lição que a onda 0 ensinou e que virou regra da casa: backlog não é vazão. Os 651 sem temperatura, os 644 frios e os 403 mornos são estoque parado, e estoque se resolve em mutirão, não em cobrança diária. A régua nasce valendo só para o que entrar da virada em diante.
O desenho tem duas leituras propositalmente diferentes: "quem cobra quem" e "o que o agente entrega para cada nível". Elas não são a mesma coisa, e confundir as duas é o que faz agente virar chefe.
O organograma do Giro está no app de organograma, onde dá para expandir ramo, ler as notas e evoluir o desenho.
Mapa "Buzz Giro: Onda 3, Decisão de Saída", 90 nós. O ramo Quem faz o quê traz a camada humana inteira, e os outros 9 ramos detalham o que está escrito aqui.
Ele produz o laudo. Quem usa o laudo para cobrar pessoa é a linha, Yuri e gerentes. Quem audita não cobra, quem cobra não audita o próprio resultado.
O corretor é cobrado pelo gerente. O Yuri desce direto no corretor apenas quando a falha é sistemática (três semanas no mesmo buraco), e sempre com o gerente na conversa. Se a cobrança que vale for a de cima, o gerente vira figurante.
Cinco passos em ordem obrigatória. Os dois primeiros não têm código nenhum, e é justamente por isso que costumam ser pulados.
A tabela da seção 4 vira documento oficial, com exemplo real de card em cada uma das quatro fases. Trava dura: nenhuma linha de código da onda 3 é escrita antes disso. Sem definição comum, o agente automatiza seis critérios diferentes e o placar mente.
Mesmo formato do Mutirão de Partida, que já provou funcionar: lista por equipe e corretor, ordenada por valor, link do Bitrix e a coluna "o que fazer" já preenchida. Aqui a decisão é uma só e é rápida: este card é quente, morno ou frio? Card sem resposta em 15 dias sobe para o Yuri como órfão de decisão.
Volume: 651 cards espalhados pelas 6 equipes. Na média são 8 cards por corretor, cerca de 15 minutos de conversa. R$ 754,5 milhões destravados em nota.
O motor giro_estado.py ganha as reguas por temperatura e roda calculando tudo sem enviar nada, igual à onda 0. O que se mede: quantas cobranças por dia, quantos corretores tocados, e principalmente quantos flags o gerente rejeitaria. Aceite: rejeição de flag abaixo de 5%.
A régua passa a falar, valendo apenas para o que entrar da virada em diante. Backlog continua sendo assunto de mutirão. Quente entra na frente da fila e fora do teto de ruído, conforme a trava 1.
Os 644 frios chegam classificados em baldes por equipe, com motivo sugerido. O gerente decide ao vivo: sai com motivo declarado ou volta com próxima ação e data, sem terceira opção. Em paralelo, o padrão de falha que a sombra apontou (a equipe que não classifica, a que esconde no frio) vira trilha de capacitação nominal.
| Número | Hoje | Meta da onda 3 | Quem lê |
|---|---|---|---|
| Cards em "Em contato" sem temperatura | 651 | abaixo de 50 | gerente, no brief |
| Dormentes no território | 72% | abaixo de 40% | COO, na leitura de segunda |
| Rejeição de flag | a medir na sombra | abaixo de 5% | Leandro |
| Fila de decisão (quantidade e idade) | a medir | não crescer 2 semanas seguidas, idade abaixo de 15 dias | Yuri |
| Equipes com mais de 40% no frio | 1 (Pedro, 54%) | 0 sem auditoria feita | Leandro |
A antimétrica geral do agente continua valendo: se as decisões sobem e a conversão por fonte não mexe em 60 dias, o funil está sendo limpado, não girado.